Palavras ao Vento

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Arquivo para o mês “fevereiro, 2013”

Entre muitos, entre ninguém

Entre hortas e flores

Entre estar e estabelecer

Entre ir e ficar

Entre amores e sabores

Entre compreender e saber

Entre sorrir e beijar

Entre amores do passado e presenças recorrentes

Entre amizades lindas, coloridas e recentes

Entre distâncias permanentes

Entre muitos, entre ninguém

Das inconformidades

E se não for o suficiente?

E se eu quiser mais?

E se minhas vontades forem muitas?

E se as possibilidades forem poucas?

Se os outros se bastam com pouco, azar (dos outros)

Eu quero mais e acho é pouco.

abelha nativa1_ass

*vivendo um dia de manhã, que ainda era noite. Um misto de ânsia de fim de tese e os sonhos dos dias depois de amanhã.

Notas sobre o futuro do pretérito (retrospectivas)

“Poderíamos ter feito”

“Deveríamos ter feito”

“Gostaríamos de ter feito”

O tempo verbal ‘futuro do pretérito’ é um tempo verbal de arrependimentos, de esperanças infundadas em ações não executadas e que geram anseio por um presente e futuro idealizado como melhor.

Se não fizemos: não podíamos, não deveríamos e, mais do que certamente, não gostaríamos. Se fosse possível, se fosse dever, se tivesse gerado prazer tinha acontecido!

Caso contrário, estava fora de nossa alçada!

Futuro do pretérito é um tempo verbal que ocorre, vez ou outra, no mundo da imaginação. Mas é lá que deve ficar, sem alimentar muito, sem virar constância, arrependimento, mágoa. Só vale para sabermos que todo e qualquer momento da vida é uma escolha, gera caminhos e descaminhos (que na imaginação viram futuro do pretérito – e lá permanecem).

Se escolhemos um caminho é por deixarmos outro para trás. E é lá que fica a trajetória não percorrida: PARA TRÁS. E é lá que deve morar. No pretérito, sem futuro acoplado.

O futuro do pretérito é um tempo verbal de falsas esperanças e insistências descabidas.

A felicidade pertence aos pretéritos imperfeitos (pois tomos temos defeitos irresistíveis!), pretéritos perfeitos e, claro, mais que perfeitos. A felicidade é um presente nosso de hoje, para o futuro: PERMITA-SE!

Cores e sabores

Há quem aprecie a vista

Há quem aprecie, de fato, o gosto, o perfume, o tato

Há quem apenas monte coleção

Para estes últimos, o que sobra é o pó e o esquecimento.

A vida se faz de cores e sabores – e eles são únicos. Mesmo quando conhecidos, provocam novas sensações (para quem sabe apreciar e cultivar).

Das utilidades

Utilizar, do dicionário Caldas Aulete:
“Tirar proveito de…
Ser vantajoso para…”
13012_336190093154372_1439776494_nSe o discurso é o do utilitarismo e é este que vale, Sr. Prefeito, afirmo categoricamente: EU UTILIZAVA ESTAS ÁRVORES.
E digo mais: Eu não utilizarei a copa, não gosto de futebol e não aceito ele como desculpa para TIRAR VANTAGEM DE MIM, cortando ÁRVORES QUE EU UTILIZAVA como cidadã de Porto Alegre.
Como brasileira, para variar, sinto-me indignada, inconformada com a banalização de nossas vidas, nossos amores, nosso trabalho para alimentar cimento, asfalto e concreto.
Sinto-me afrontada com nossa imobilidade e incapacidade de construir um país melhor, e de seguir elegendo seres com condições de fazer tudo contra nós, para seu próprio benefício e de uma corja de poucos. Sinto-me envergonhada de mim mesma, por aceitar calada a morte de árvores que estão lá, provavelmente, há mais tempo do que eu existo.
Sinto uma tristeza sem fim, de viver em um tempo e em um espaço em que ganância e futilidade imperam, a miséria prolifera e a mesquinhez é a palavra de ordem.

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