Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Um dia

Um dia as palavras que eu tanto gostaria de falar se farão audíveis – e no teu silêncio reconfortante vislumbrarei um sorriso, largo, sincero, feliz.

Um dia, quando não fizer mais sentido prender borboletas, elas poderão voar livremente, em hortas floridas, colorindo ainda mais esta vida, este tempo, este espaço.

Um dia, saberei como agir – e aí não precisarei pensar sobre isso o tempo todo. Um dia essa parceria será eternidade – enquanto ela for plena e só. Sem promessas, nem dívidas, sem exigências: só eternidade, intensidade…

Um dia…

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