Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Arquivo para o mês “setembro, 2013”

Me perco

E eu te perco por segundos
E eu me perco nos sorrisos
A simplicidade atrás do detalhe
A alegria de acontecimentos cotidianos
A viagem com pouca bagagem
Trazendo, na volta, nada além
De uma vida de conhecimentos
Preenchendo vazios
Aprendendo culturas

E é na expressividade de um olhar
Que só crianças e pessoas felizes
Sabem nos oferecer
Que me perco por segundos
Me perco em teu sorriso

a vida não é leviana
(imagem de: http://www.macanudo.com.br)

Post especial para uma pessoa que não “conheço”, mas que encantou um sorriso longínquo… 😉

Eu te disse

“Eu te disse”: afirma o pensamento
O desapego faz um bem para a alma
Aquieta o ritmo
Desacelera a respiração…
Alegrias da razão
Pensando palavras ao vento
(e uma imagem boba só prá descontrair… :p )

Desleixo

Paro, Penso
Olho para trás e aceito
Mas não entendo…
Que sentimento louco
Ontem desejo
Hoje desleixo
Descaso, desfeito

 

pensando_palavras_ao_vento_e_quando_tudo_parece_sumir

Primavera

Inicia a primavera
Fresca, revigorante
Forte e colorida
Venta, assopra, renova
Leva embora a réstia de sombra
E faz pensar
Nada como um instante depois do outro
11 copy

Silêncio

Vem ver as estrelas
Curtir a Lua
Apreciar Saturno
Vem, mas devagarinho
E aí, o silêncio
faz sentido
Não há palavras suficientes
Para a beleza da noite
Em boa companhia…02

O tempo

O tempo de parar, o tempo de respirar…
Quanto tempo dura uma pausa?
Quanto tempo gastamos, inutilmente, em uma tarefa
por não fazer uma pausa?
O tempo de um parágrafo?
O tempo de um cansaço?
O tempo de uma vida?

Reunindo gerações
Em volta da mesa
em cima da cama
no intervalo do trabalho
no parque do domingo
ou ao longo das tarefas
Inspirando corações

Ela, a cafeína
presente nas mais cotidianas tradições
No café ao despertar
No mate ao reunir
No chá ao entardecer
Na universidade ao estudar
Ela, sempre, nos oferece
o tempo de parar e respirar

Quanto tempo dura uma pausa?
O tempo de conversar em família
O tempo de produzir uma dissertação
O tempo de escrever duas frases
O tempo de procurar a citação
O tempo de um pensamento
Que vai longe e, quando volta, nos diz
Que entre um gole, e outro gole, e outro gole
É o tempo de uma vida feliz

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Imagem retirada de: http://www.flickr.com/photos/10paezinhos/9711278232/
Pensado a partir do Quase nada 227, de Fabio Moon e Gabriel Ba
Inspirada em amigos, em conversas, em pausas para o café e o mate, em família. Em tempos bem passados.

Então queres ser um escritor?

(Charles Bukowski; Tradução: Manuel A. Domingos – via Revista Bula)

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-
— devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.

e nunca houve.
bukowski2-620x400

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