Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Arquivo para o mês “janeiro, 2014”

Poesia?

Aquele som que ecoa, perturba,
Sandice sem limite, sem tamanho…
Só cura quando sai, no grito, na peleia, da alma…

Se teu nome é poesia?
Só quando se pronuncia
e se faz saudades

O Silêncio

Também é resposta
Estúpida, sem graça
Embora certeira, direta
Clara e límpida.

Interessa um pouco
Desdenha outro tanto
Quando a quietude se instala
Chama, pergunta, implica

Silencia novamente

“Quer saber? Eu desisti de ti!”
Ele sorri e a segurança da decisão
Naquele breve instante
Se esvai (em silêncio)

Não lembro do que gostas
Nem do som de tua gargalhada
Não gosto das manias
Do desleixo, dos encantos, dos olhares
Eu desisto de ti todos os dias
Até o amanhecer chegar

(Depois começo tudo de novo)

pensando_palavras_ao_vento_das_racionalidades_simples(imagem de Fabio Moon e Gabriel Ba, http://www.flickr.com/photos/10paezinhos/)

Amar o instante

Por ser o espelho apenas fugacidade e eterno momento
E nossos olhos apenas vislumbrarem passagens
Por não existir vida sem recordações
Nem encontros felizes sem memórias

Pelo nosso amor à luz
Tudo o que ela nos possibilita
Ao compreendermos e capturarmos
Aprendemos a registrar

E assim fixamos o sorriso,
A lágrima, a cor, o brilho
Fotografar é amar o instante
Torná-lo perene, constante

Ah! A condição do eterno retorno!
De congelar detalhes por poucos percebidos
Vidas que passam silenciosas!
Imagens que dizem mais do que mil palavras
Palavras ditas por mais de mil imagens
Sentimentos revividos por ser e estar
Por saber registrar e apreciar!

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(foto egotrip… Num momento “fazendo o que gosto, para quem gosto”. Numa das raras fotos em que eu, fotografando, estou sem fazer careta. Foto de Paulo Hino, com direção artística de Rosamaria Arnt)

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