Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Eu hein

E se, de fato, pudéssemos não mais amar?
Não mais sofrer, nem sorrir por amor?
Nem encantar, gargalhar, no suave sabor
Que só quem ama conhece?
E se, de fato, fosse opção
Livrar nosso corpo, desse fardo
De se livrar de imediato
De se importar com alguém
E se alegrar pelo simples acaso
Desse alguém existir, no mesmo tempo
No mesmo espaço, no instante
De pensamento,
Que ocupa, preocupa, satisfaz
Um alguém tão ordinário, quanto único
E se?

E se nada nos restasse, por não amar
Nem sofrer, nem sorrir?
Trabalhar? Prá pagar a conta?
Sem amar, sem sorrir, sem chorar?
E se pudéssemos escolher
Entre as andanças do amar
Com distância, saudades, briga e paz
Ou entre a tranquilidade
Com marasmo, brisa, sombra e ócio.
Eu hein? Que pergunta idiota.

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