Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

O que vale

Tem dias
que as palavras não cabem em mim.
Expulso-as! Num grito que vem do estômago.
Como um soco, que vem de dentro, para fora.
Por motivos que estão fora e aterram o dentro.
Como uma tormenta, que passa e arrebenta
tudo e todos, obriga o pranto, exige pesar.
E, depois, para, pensa, organiza,
muda a vida, a casa, a rua.
Muda o dentro, muda o fora.
Muda no grito, reverbera na alma,
bate no muro e volta, força a ver
o que muda, o que fica, o que vale
a vida.

pensando palavras ao vento
(imagem retirada da internet, com referência ao artista Banksy)

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