Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Boas da Barra: aquele conjunto de pessoas

Aquele conjunto de pessoas que parecia improvável
cada uma a seu jeito de vestir, de pensar, de viver
cada uma em um canto, se afastando pelo tempo
um tempo da vida que vira adulta, que vira trabalho
que vira família, falta de tempo, excessos de tudo
A questão é que se afastar é para quem vê de fora
o que une não é o todo dia, não é a rotina
nem o que distancia é tempo ou espaço.

Aquele conjunto de pessoas que parecia improvável
cada uma a seu jeito tem história que se fez
em horas que passavam desapercebidamente rindo na praia
cantando repetidamente a mesma música um final de semana inteiro
em festas à fantasia, com concentrações estratégicas
em festas estratégicas, em noites sem fim
em vizinhanças de portas, que eram desculpas de encontros frequentes
e procurando no meio de um estacionamento
por horas (talvez minutos?)
a nécessaire preta, cadê a nécessaire preta?
cadê a nécessaire preta, a chave do carro, a chave de casa?
cadê a noção na hora do cheque assinado?
cadê a concentração na saída de campo pós-festa?
cadê esse conjunto?
Está tudo guardado em uma história do encontro:
nos fondues anuais, nos churrascos e nas pizzas
seja em fotos divas ou viradas na praia
seja em fotos fofas em churrascos
seja em fotos lindas no início da festa [e malucas no fim]
Está tudo na vontade de organizar a agenda para romper
distância, tempo, espaço

Aquele conjunto de pessoas que parecia improvável
gosta de mostrar que improvável é ficar sem amar
a história, o sorriso, a bobagem, a felicidade
o jeito da Bina falar miando ‘ai guriaaass’
o jeito da Nena ficar vermelha com cerveja
o jeito da Caracol tanto se amar
o jeito da Lala, ao se invocar, suspirar antes de gargalhar
o jeito da Lisi ser quieta e irônica
o jeito da Anénha sorrir com a língua entre os dentes
o jeito da Tatiélen sempre [sempre] sorrir enquanto fala.
Vocês já perceberam? Tatiélen é atenta ao ouvir, e sorridente ao falar.
Só se atrapalha quando?
Quando perde.

Perde o quê?
– a nécessaire preta. Ou a quantidade de “esses” que tem nessa palavra.
cadê a nessssssesssssáire preta?

Aquele conjunto de pessoas que parecia improvável
para quem de fora olha, não sabe que, dentro de uma barra,
tem sempre aquele conjunto de pessoas, que não a toa, ecoa:
são as boas.

179972_520909934636026_1412187588_n

boas da barra ❤

Navegação de Post Único

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

caderninhodeideias.wordpress.com/

Pra escrever o que eu acho sobre tudo que gosto!

TROVANDO ideias

TROVANDO ideias

cozinha pra machos

todo mundo pode cozinhar

Escreva Lola Escreva

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Ecce Medicus

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Blog do Sakamoto

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

%d blogueiros gostam disto: