Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

#niunamenos

não desce
a dor, torpe sentir
de ser, só, mulher
e por ser, só: mulher
a que nasce e vive
para servir, culpar: morrer
 
sou, sim, culpada: de minha luta
de me assumir, como todas: puta
do orgulho que corre em meu corpo
do desejo, da vontade, do deleite
do trabalho, da competência, da liberdade
culpa de ser minha – de me negar a ser de outro
culpa, sim, por urrar por tudo isso e dizer: não.
 
nenhuma a menos, não aceitamos, não toleramos
teu ódio, teu medo, tua violência.
Nenhuma de nós.
Putas ou santas, pudicas ou sacanas
todas nós, juntas: um coro
nosso corpo, nossa vida

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