Palavras ao Vento

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Arquivo para a categoria “Notas não aleatórias”

Em verso

Em qualquer caderno meu encontro:
saliva, pele, vontade.
Pedaços de falta ou constância
abocanhadas com dentes e garras
Palavras e rascunhos, desejo e silêncio
barba, cafuné e saudade.
Tu em verso
[e só]

2014-12-31 12.14.30

#SóParaOsRaros #Poesia

Mudo mundo

Mudo mundo contemporâneo
Esbaforido de ruído e sensações
[sem sentido]
bloqueios [teus] que silenciam
[meus] mundos e vontades

virar de uma página

#viraapáginaemedeixeentrar

Diálogos insones

ler no sonho
ser feliz na vida.
Viver…
dos 20 aos 30?
Não!!!
dos 10 aos 80
da célula ao pó
Viver! ler, sonhar: ser
livre
ou
plena
ou
leve
ou
louca
ou
só…

[só?]
feliz

20141120

[desenho de Ricardo Liniers]

Sobre o amor (ou a sinceridade)

O tal do amor… todo mundo quer.
O que completa, o que transborda
Clichês baratos e palavras maltrapilhas
Gastas por um tempo que passa
Deteriora, de-grin-go-la
Agora a tal da sinceridade…
A vida vale mais na vadiagem sincera
Do que nessa busca por amores vazios.

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Sobre o amor e seus espinhos (Trecho de pintura de Olga Costa, artista plástica alemã, nacionalizada Mexicana. Atualmente em exposição no Instituto Tomi Ohtake/SP – Frida Kahlo – conexões mulheres surrealistas no México)

Notas não aleatórias 2

E embora ela viva afirmando não ter paciência, dizem por aí que como ela não teria igual.
O problema é que sempre tem aquele disposto a testar…
A R D U A M E N T E

E ela? Adora testes

2015-09-15 09.02.49-1

mover-se

Ocupa o teu lugar,

que sempre permanente seja,
enquanto fores feliz;

que transitório permaneça,
se o vento tornar a soprar

Ocupa o teu lugar: em si.

Desestab[idea]liza as situações e vai

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Libertina Poesia

É que no fundo as tais palavras vêm e te invadem…

C
A
T
A
R
S
E
[concentra]
respira
respira
respira
liberta
libertina
escrita
escarrada
declarada:
P O E S I A
#catarse

#catarse

Notas sobre insistências e a amizade

– Quase relapso (escreve o garoto)
Ela sorri, enquanto lê num sussurro.
Segundos antes de responder, solta uma gargalhada alta, dessas que ecoam dentro de nós, antes de se libertarem aos brados [até que todos os vizinhos, mais uma vez, a tomem como maluca por rir sozinha assim]. E, finalmente, escreve de volta, o óbvio:
– “Quase”, diz o garoto. Que babaca.
Nem bem leu a réplica dele, ela já declarava:
– Ainda bem que o amor não é esperto. Se assim fosse perderias um dos melhores da tua vida (eu, no caso).
– hahaha.

Nesses momentos, a garota sempre lembrava de um café a toa, em um desses dias que deviam ser banais. Mas eis que banalidade nunca fora o que os regeu, desde que o ímpeto de respondê-la pela primeira vez o acometeu. E antes disso, desde que uma foto (sua preferida), com olhar perdido e cansado a instigou a escrever uma poesia sobre suas não-respostas. E na frugalidade perdida em uma tarde de longa e sincera conversa, esse mesmo garoto proferiu audivelmente, dando a pauta por encerrada: obrigado por não ter desistido de mim.

Dizem por aí que ele saca o [péssimo] humor dela pelo teor de rabugice dos caracteres de um compacto twitter. Como também há relatos de que ela percebe em nuances mínimas das músicas que ele escuta, o que se passa naquele confuso (sim senhor! bem confuso…) modo de lidar com os sentimentos. 
É fato que ela as vezes se cansava dos períodos de silêncio impostos pelo rapaz. Um babaca, dizia ela sempre [e embora negasse de pé junto, era complacente o suficiente nessas situações, no fundo ela sempre soube aguardar os tempos de fala necessários de cada um – especialmente quando ela sabe que vale a pena. E ele valia].
Ele ria ao ser chamado de babaca, toda vez e fingia achar ruim em exclamações e feições de falsa tristeza. [talvez devolvesse, como uma gentileza, a complacência com uma paciência rara, por saber da ansiedade sinestésica da garota – e ele era especialista em captar detalhes fantásticos das pessoas e transformar isso em arte, ou amizade… Especialmente quando valia a pena. E ela valia]. 
Quem liga? A amizade e o gostar nunca andaram ao lado da sanidade [e ambos sabiam disso…].
"Vi e lembrei de ti" : )

“Vi e lembrei de ti”
: )

Acasos…

E lá o acaso tem razão?
Dizem que nada acontece sem ele, sempre há quem explique por motivos quaisquer os acasos da vida.

De que valem acasos, se não nos debruçarmos neles e não nos forçarmos, minimamente, para fazê-los acontecimentos? Significá-los de algum modo? Torná-los parte de nós?

Acasos, acontecimentos, “Forças imperceptíveis do universo”… Ora essa, meu caro… com ou sem explicações aparentes, de nada seriam interessantes, sequer possíveis de transformar nossa existência, a não ser que queiramos – e não sem empenho.

 E tu, vais ficar aí parado?
E o acaso produziu acontecimentos... #EncontrosEDesencontros

E o acaso produziu acontecimentos…
#EncontrosEDesencontros

Notas não aleatórias

Notas não aleatórias:
Projeto aberto na tela, só sai poesia.
Invade, contamina, interrompe, [des]concentra
Concentra, concentra, concentra, Aninha… Desconcerta
E como quem não buscasse a resposta incessantemente
Me atropela: O que estamos a fazer de nós mesmos?

A imaginação

é um

abismo…

Dos abismos de nós

Dos abismos de nós

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