Palavras ao Vento

penso, logo escrevo!

Arquivo para a categoria “Poesia”

Sem prosa, nem rima

Tem dia

que nasce assim

sem alegria

nem cantoria

sem vontade de poesia

sem prosa, nem rima

sem cheiro de café

nem boa companhia

2015-09-23 10.18.21-2

Café e poesia ❤ (Paulo Leminski)

O [meu] corpo

Se entrega ao embaraço do abraço

Se perde ao sentir o olhar

Se encanta no tato e no paladar

e busca rotas de fuga

[torcendo para não encontrar]

O corpo sente falta da matéria prima

para escrever a sua poesia

[Alice Ruiz] Sobre o tal do corpo em poesia...

[Alice Ruiz]
Sobre o tal do corpo em poesia…

O Mundo de Ana

O mundo de Ana
sofre de uma inexplicável 
verborreitude poética aguda
resultado de um vício declarado
em doses demasiadas, intensas e inconsequentes
de cafeína, cafuné, estradas e paixão
tem diagnóstico e prescrição
Mas a cura… Ah, meu caro… 
O mundo de Ana 
sofre de uma explicável
vontade insana de seguir
com diagnóstico
Mas cura… Não.
#MundoDeAna

#MundoDeAna

A poesia se faz

No auge da rotina, em enfadonhos dias
são naquelas conversas comuns
seja nas pautas banais
seja em confissões usuais
que nos fazemos presente
e nos conhecemos mais e mais

tornamos, assim, a distância sem sentido
pois próximo é o olhar e o sorriso
a sincronia de ideias,
a perspicácia do pensamento
o amor pelas palavras
reciprocidade de sentimento:
A poesia se faz em nós.

(Para Phill-it)

<3

Sobre o que me habita

Minha confusão é profícuo labirinto:

Calmarias intranquilas

Trajetos inconstantes

Encontros sem acaso

Sorrisos sem compromisso.

Insuportável ímpeto:

A poesia habita em mim

#MundoDeAna #APoesiaHabitaEmMim

#MundoDeAna
#APoesiaHabitaEmMim

Sobre a dona dos escritos

Quem a vê sentada observando, o que pensa?
Ela gosta de detalhes… Atenta-se a cada um deles
Como quem devora um sorvete de baunilha delicioso
(Mas ela não gosta de sorvete de baunilha…)
Do que ela gosta? O que saboreia? E como? O que a satisfaz?
Descrever os detalhes demoradamente, com um sorriso safado no rosto,
Como chega? Caminha? Sorri? Olha? Aproxima? (Sorriu de novo?) Toca? Beija? Vai embora?
Ela para e relembra o que viu, sentiu, gostou, gozou, amou, espreguiçou, gargalhou, cansou.
(e se desorienta de novo e de novo e de novo). E escreve…
Um punhado de bom humor, tantinho de encantamento e de boas palavras.
Encadeadas, lidas, relidas, pensadas. E agora? Para. Para e lê.
Para e lê em voz alta. Pensa, pensa, pensa.
Volta, lê novamente, enquanto relembra as cenas, as ideias, as vontades
Essa moça parece (in)segura, talvez para quem olhe de fora, pareça um pouco boba até
Escrevendo poesias e poesias, “seria isso um risco? Seria uma exposição sem sentido?”.
E lá faz sentido guardar tudo isso dentro de ti, menina? Medo de quê?
Ah! Sim, ela nunca sabe o que pensam ou sentem sobre os escritos…
Ou, melhor, sobre quem fez os escritos. Nunca se sabe menina! Nunca se sabe…
No fundo talvez nem interesse. Se o sentir vem e gosta de repousar nas palavras: escreva!
Se por amor, paixão, tesão, cansaço ou vontade de repetição, não importa: escreva!
De qualquer modo, fingindo segurança, ela sempre remete (toda a vez) as palavras ao dono dos detalhes.
Não ao dono dos escritos. Ela gosta de pensar que é dona dos escritos (mas sabe que não é bem assim)
Ela é dona, sim, das próprias vontades… Vontades? Muitas, múltiplas, esperando, cada uma, seu escrito!
Vontade: do sabor, dos momentos, da saliva, dos beijos, do olhar, daquele braço forte, daquela gordurinha lateral, do cafuné (des)pretensioso, do carinho intencional, do suor, da tensão, da intenção de gostar, do sorriso.

Do sorriso? Não, não! Do sorriso não.
Do sorriso ela não é dona da vontade. Todo o resto ela disfarça.
Mas o sorriso? Ah! Esse ela só se entrega. Toda a vez. Sempre começa no sorriso.

Essa menina... A dona das vontades

Essa menina…
A dona das vontades

O Fotógrafo

Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
Por fim eu enxerguei a Nuvem de calça. 
Representou para mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.

Manoel de Barros

#Silêncio

#Silêncio

Feliz Dia Nacional do Fotógrafo a todos que fazem do instante poesia registrada ❤

Férias

Quero vastos dias
de intensas alegrias
com versos e poesias
com sol e fotografias
ou noites em cervejarias
com sede, sem apatias
sempre em boas companhias
#férias #TardesAmenas

#férias
#TardesAmenas

A tal da graça (taquigrafias)

Estenografia:
categoria
de ortografia
com fina sintonia
sem analogia
com mercadoria
ou melancolia

Verborragia:
categoria
de galantaria
sem hipocrisia
nem desarmonia
uma teimosia
na caligrafia

Poesia:
categoria
de calmaria
todo o dia
de ventania
uma euforia
com ousadia

E você sabia
que eu comporia
como cortesia
sem assepsia
nem metodologia
por pura mania
de querer tua companhia?

"Taquigráfica: que engraçado" Não foram só três palavras, precisavas de mais do que isso ;)

“Taquigráfica: que engraçado”
Não foram só três palavras, precisavas de mais do que isso 😉

Lido e escrito

Aí tu paras e olha. Admira…
Passa um pouco, depois outro tanto
Interessado em Leminski [hmmm]
Cita frases sobre o que pode ou não
definir o ser humano, mas tem mais…
Tem também um jeito desarrumado;
Uma barba por fazer;
Um sorriso simples, discreto;
Uma, duas, três, várias tatuagens;
Um modo de olhar que sabe
(ou finge saber).

Observei um tempo.
Ao perceber meu olhar, sorriu
Falei uma vez. Silêncio.
Falei outra vez. Silêncio.
Parece curtir momentos mundanos.
Desses, cotidianos mesmo, miudinhos…
E ele segue ali, em silêncio.
“Vou tentar, mais uma vez…”
– Pensa a gaúcha, que gosta de falar e escrever
(como de fotografar, sorrir, viver).
E se põe à frente do rapaz e… fala!
Seu problema, pensava ela
Era sua sinceridade verborreica
(E será que dessa vez terá silêncio como resposta?)

Isso podia até virar poesia,
ou um conto barato.
O que provavelmente é um pouco demais
para quem, ainda, segue em silêncio.
Virou nem isso, nem aquilo.
Virou no fim um maltrapilho escrito,
Que sonhava em ser prosa
Sem métrica, nem rima
Sem pudor, nem purpurina
Só palavra, só sentido
Só vontade de ser lido.

#virandopágina

#virandopágina

Navegação de Posts

Caderninho de Ideias

Pra escrever o que eu acho sobre tudo que gosto!

TROVANDO ideias

TROVANDO ideias

cozinha pra machos

todo mundo pode cozinhar

Escreva Lola Escreva

penso, logo escrevo!

Ecce Medicus

penso, logo escrevo!

Blog do Sakamoto

penso, logo escrevo!

%d blogueiros gostam disto: