Palavras ao Vento

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Arquivo para a categoria “Saudades”

Não vou falar

Não vou falar da falta que faz os detalhes do menino
Nesse dia a dia que passa
Sem o som da voz
A risada de deboche
A provocação política
O cafuné suave

Não vou falar da falta que faz
A conversa distraída
O beijo – ah… Pois.
(que não encontrei adjetivo suficiente)
o ar descontraído em meio ao turbilhão que anda a vida

Não vou falar sobre a falta que faz tua pele, tua língua, tua barba, teu sabor.
Não vou falar sobre a falta que faz teu abraço, tua voz, teu sorriso, teu suor.
Não vou falar sobre a falta de substrato pra minha poesia.

Não
Vou
Falar
Sobre
O
Que
É
Saudade

pensando_palavras_ao_vento_das_racionalidades_simples

#nãovoufalar

Sobre marcas

Noite fria, mesa do bar, copos eventualmente cheios (ou não)
quem viu aquele sorriso, com jeito de garoto, no grupo de amigos
em meio a conversas descontraídas e gargalhadas sonoras,
jamais imaginou que deixaria, nos quadris da menina
lembranças para o tempo que passariam distante
As saudades deixam cores que se amarelam aos poucos…

#MinhaPele

#MinhaPele

Teu silêncio [2]

O silêncio gera encantamento ou ansiedade?
É resposta sutil ou pura desatenção
Descaso, desilusão?

Eu
Não
Sei!

Mas decreto, sem mais querer
Nem menos interessar:
Teu silêncio já pode se fazer ausente.
#silencio

#silencio

Vaziedades da distância

Acasos do silêncio
que fala e ocupa
o tempo todo
todo o tempo
e a menina esquece
esquece?
Distraída, deita e dorme
e lembra que amanhã
teu abraço, longínquo
será insuficiente
mais uma vez
#Vontade

#Vontade

O [meu] corpo

Se entrega ao embaraço do abraço

Se perde ao sentir o olhar

Se encanta no tato e no paladar

e busca rotas de fuga

[torcendo para não encontrar]

O corpo sente falta da matéria prima

para escrever a sua poesia

[Alice Ruiz] Sobre o tal do corpo em poesia...

[Alice Ruiz]
Sobre o tal do corpo em poesia…

Sobre gostar [encontros e poesia]

De cada preguiçoso amanhecer
A cada exaustão que faz dormir
Do sorriso que me encanta ao cafuné
Do suor às conversas com café
Que todo encontro nosso vire palavras escritas
Daquelas que me habitam e me fazem sorrir (toda vez)

E que nossos encontros não demorem a acontecer…
[E se passem num suave vagar]

gargalhada

O gosto

meus dentes, tua pele
teus braços, minhas pernas

teu sorriso orgulhoso
meu silêncio ofegante

GOS TO SA
sensação de teu som

nosso gosto na boca
nosso gozo no corpo

suspira, sorri
aguarda o breve momento
de caber nesse abraço
no tempo de uma preguiça

abraço

Notas sobre saudades

Vira e mexe é poesia, interrompe o silêncio, vira escrito.
As vezes vira sorriso. Sabe como é?
Daquele tipo que aparece quando estamos andando no meio da rua e somos pegos desprevenidos pela lembrança fugaz: sorrimos largo, sem vergonha ou pudor… E seguimos caminhando com aquela sensação confortável que fica em nós.
E parece, aos olhos dos outros, que sorrimos sozinhos, mas tu sabes quem invadiu o instante, não sabes?
Mas saudades é também aquele cheiro de café que nos leva a outro lugar, uma conversa a toa, uma preguiça boa.

#Saudades De uma conversa a toa De uma preguiça boa

#Saudades
De uma conversa a toa
De uma preguiça boa

Solidão

Solidão é o nome do cão
que dorme sossegadamente,
as vezes suspira e, ruidosamente,
reafirma sua existência,
as vezes acorda faminto
e devora noites insones
#Solidão

#Solidão

De silêncios e fronteiras

Silêncio constante
instala distância maior
do que fronteira estabelecida
 
Fronteira:
linha inventada
por distância percorrida
desenhada em mapas
cobrada em taxas
de um lado, para outro lado
 
Silêncio: 
quietude pretendida
por distância obrigada
descaso (ou acaso?) desconhecido
desatenção do ollhar
ou vontade ao contrário
 
Fronteira:
deixar o silêncio preencher
os dias e as noites.
Inquietudes do tempo
que passo sem saber
se (ainda) existo
na tua existência.
 
E quando ao teu lado
invoco e aprecio o teu silêncio
aquele dos olhos teus
enquanto teu sorriso
se desenha para mim
anunciando o que virá:
P R A Z E R
 
O silêncio e a fronteira
O prazer e a inexistência
Inconstâncias do saber.
O som do silêncio que desacomoda e inquieta

O som do silêncio
que desacomoda
e inquieta

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