Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Arquivo para a categoria “Trabalho”

De ciência, bar e cervejas: a vida

E quem disse que é boa, certa, prudente?
E quem disse que é fácil, bonita, atraente?
E quem disse que é séria, simples, não reticente?

A vida, meu caro, é feita de tropeços e atropelos
Rotinas descabidas, horários descompassados
Um cotidiano que se faz e se desfaz, todo o tempo
Para, ao fim e ao cabo, olharmos para trás e falarmos:

Lembra aquele dia?
Que o bar apostou as fichas
Entre risadas e cervejas
Rodadas científicas
pairavam no ar!

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Um Brinde à Ciência!!! #pintofscience #pintbr #pintofsciencebrasil #pint2016 

 

Carnaval

Tão perto, tão longe…
Esse excesso de dizeres
Esse silêncio demasiado
Esse montante de trabalho
Essa semana que não acaba
Esse tempo que se arrasta
Essa vontade de um mundo
Distante, aqui do lado.

Aqui do lado, distante
Essa vontade dos tambores
Essa estridência da cuíca
Essa alegria ritmada dos tamborins
Esse encanto do cavaquinho
Essa semana que voa
Em um excesso de dizeres
Numa nau de felicidade
Tão longe, tão perto.

Carnaval

 

 

mover-se

Ocupa o teu lugar,

que sempre permanente seja,
enquanto fores feliz;

que transitório permaneça,
se o vento tornar a soprar

Ocupa o teu lugar: em si.

Desestab[idea]liza as situações e vai

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Ciranda #ocupaescola

Eles querem é te incluir na roda
fazer a ciranda girar e girar
cantar enquanto te param na rua
estancam tua vida por horas e horas
param tudo o que faz a rotina rodar [parada]

PARA TUDO e vai com eles rodar
S E M P A R A R

Eles querem é te incluir na roda
sentam na avenida, organizam a pauta
habitam a rua, remontam a vida
que deixamos passar
que esquecemos lá atrás!
Te liberta dessa mesmice
Te permite fazer parte da roda
que essa rua também é tua
e ela estanca é para continuar
Te permite aprender
Eles querem nos incluir…
OCUPAM e nos ensinam:
Como é que se apanha e segue na luta
Como é que se para uma cidade
Sentando na avenida
dormindo no chão
Chorando no ar da pimenta
Enfrentando batalhão

Reorganização? SIM:
do nosso parco
cotidiano
que todo dia
faz tudo sempre igual
estanca
esmaga
esmorece
não
permite
respirar!

#ocupaescola
E nos ensina: a viver

Foto retirada de: http://goo.gl/Xn0eOi

Foto retirada de:
http://goo.gl/Xn0eOi

Foto retirada de: http://goo.gl/uWxE98

Foto retirada de:
http://goo.gl/uWxE98

Somos desses…

<Miudezas…
Eu gosto de miudezas…
uns detalhes perdidos quando caminhamos pela rua
uma folha contorcida, uma brisa que anuncia a chuva
o tal do grilo que insiste em cantar,
ou a entonação das cigarras?
todas barulhando juntas no mês que virá

Ou então, saber – sem conseguir enxergar
aquilo que nos que compõe…
os fins… carboxilas ou aminas.
ou o que tem no meio (meio?)
trifosfatos, piruvatos, malatos
O X A L A C E T A T O S
fazendo ciclos, criando possibilidades

Já te falei?
Faço parte de um conjunto que é mais… Nós somos mais!
Somos mais do que nomeações com idiomas póstumos
feições amalucadas em aventais e óculos em laboratórios
cabelos desgrenhados em roupas surradas no meio do mato

Somos habitantes de um planeta que gira em torno de si,
Somos peculiares, temos gostos definidos…
Somos desses seres que ocupam nichos diversos
Que sorriem ao sentar em uma mesa de bar,
pedem cerveja (ou água, ou café…) e falam em uma linguagem estranha e particular
Somos desses que ficam ali sentados, falando por horas e horas de acontecimentos
(os quais chamamos fenômenos) cotidianos e banais
Somos desses que vibram à menor indicação de trilhas longas
mesmo sabendo dos zumbidos de mutucas e pernilongos
Somos desses que se sentem em casa ao falar de sinapses,
esclerênquimas, trilobitas, uracilas, metilalaninas
Mas arrepiam ao escutar a pergunta:
Tu que és biólogo, me responde uma coisa?

#diadabiologo 3 de setembro

#diadobiologo
3 de setembro

Sobre Amor, Samba e Enantiômeros

Entre um café e outro café
Lia, rabiscava no caderno
suas palavras difíceis
Parecia inteligente
Usando aquelas proparoxítonas…

Enantiômero

Racêmicas

Dextrógiros

Levógiros

E ela?
Perdia o sono,
entre um café e outro café
E se perguntava…
Adianta ter muito sono de manhã,
quando não fazemos samba,
[nem amor]
até mais tarde?

Vem aqui que te explico...

Vem aqui que te explico…

#Socorro #EssaQuímicaQueNãoAcaba

#Socorro
#EssaQuímicaQueNãoAcaba

Cento e trinta e sete

Relatórios, artigos, trabalho
Café, Café, Café
Lê, corrige, chora
Chimarrão, carne, cerveja?
Beijo, barba, sorriso?
Pele, abraço, cafuné?
Não! Ainda não
Papéis, papéis, papéis
Confere, presta conta
Descabela, não dorme
Café, café, café
Fala, sorri, encanta?
Não! Hoje não.
Trabalha, trabalha, trabalha
Café, mais café.
Corrige, dá nota
Ponto, vírgula, acento
Chocolate, Doors, alegria?
Fala, mostra, silencia
Paciência, inspira, expira
Relatórios, Trabalho, leitura
Corrige, corrige, corrige
Café, muito café.
Não dorme ainda
Hoje ainda não

Férias? Logo mais
Hoje? Café, Relatório
Banca, Prova, silêncio
Trabalha, trabalha, trabalha
Só mais quatro
Conta, vibra, sorri
Meus cem dias
Mais trinta dias
Mais sete dias
E aí, poesia?
Festa, muita festa.
Sorrisos, só sorrisos.
Família, amigos, família
Praia, sol, mar
Céu, Estrela, Saturno
Lua cheia, olha
Admira, admira, admira
Suspira, respira, inspira
Pira! Somente pira
Rede? Dorme, espreguiça
Poesia, escrita, palavra
Fotografa, olha, registra
Cerveja, Carne, Chimarrão
Tapioca, queijo, camarão
Cerveja, cerveja, cerveja
Escolhe o vestido
Sorri, olha, sorri
des ves te
Pele, beijo, suor
Respira, suspira, explora
Câimbra? Espreguiça: relaxa
Cafuné, barba, cafuné
A fa go
Espreguiça de novo
Rede, quietude, leitura
Dorme, acorda, dorme
Espreguiça, acorda, sorri
Dorme de novo
Só quatro dias!
Espera, espera, espera

#Férias

#Férias

Que sujeitos-leitores queremos para nossos escritos?

Zaratustra, o mestre protagonista do livro Assim Falou Zaratustra (Nietzsche), vai afirmar a importância de nos tornarmos independente dos ensinamentos recebidos. Como discípulos devemos lutar pela autonomia, pelas nossas ideias, nas palavras dele: “Paga-se mal a um mestre, quando se continua sempre a ser apenas o aluno”. Com isso, o mestre nos aponta que não devemos permanecer seguidores daqueles que nos ensinam, não é isso que anseiam os educadores. Pelo contrário, ensinar é possibilitar caminhar sua própria história. Os discípulos que Zaratustra quer são aqueles que buscam seu trajeto, buscam-se a si mesmos.
Como produtores e divulgadores do conhecimento, nossa tarefa também não se mostra diferente. Tanto como professores, pesquisadores ou escritores, devemos procurar desenvolver nosso trabalho no sentido de propiciar sujeitos-alunos, sujeitos-leitores que tomem nossos dizeres como ponto de partida e não de ancoragem – o espaço que, sim, é seguro, mas sem capacidade de criação.
O autor Jorge Larrosa discute a relação entre educação, os atos de ensinar e a leitura, a partir do filósofo Nietzsche, e defende que “ensinar a ler de outra forma é educar o homem por vir, o homem do futuro. Porém, ensinar a arte da leitura não é transmitir um método, um caminho a seguir, um conjunto de regras práticas mais ou menos gerais e obrigatórias a todos” (p.25). Nesse sentido, a aprendizagem se dá não através de conceitos e práticas/protocolos, prontos, acabados. Não existe aprendizagem fora do pensamento, da reflexão, ou seja, não existem modos de ensinar aos estudantes sem que se leve em consideração em que aquilo que falamos se relaciona com suas vidas. Não para ditar regras, costumes e valores arraigados de nossa ciência e nossa sociedade, mas para que possamos oportunizar novas maneiras de olhar e agir – consigo e com a sociedade. Assim, Larrosa dirá ainda que “a tarefa de formar um leitor é multiplicar suas perspectivas, abrir seus ouvidos, apurar seu olfato, educar seu gosto, sensibilizar seu tato, dar-lhe tempo, formar um caráter livre e intrépido… e fazer da leitura uma aventura. O essencial não é ter um método para ler bem, mas saber ler, isso é: saber rir, saber dançar e saber jogar, saber interiorizar-se jovialmente por territórios inexplorados, saber produzir sentidos novos, múltiplos”. Finalizando, Larrosa dirá que “todos os livros estão para serem lidos e suas leituras possíveis são múltiplas e infinitas; o mundo está para ser lido de outras formas; nós mesmos ainda não fomos lidos” (Larrosa, 2002, p.26-27).
Ainda sobre leitura e conhecimento, podemos nos interrogar qual o significado da palavra “ler”. Constam no dicionário Houaiss os seguintes significados: conhecer, através de exame mais ou menos extenso (o conteúdo de um texto); dedicar-se, entregar-se à leitura como hábito ou paixão; compreender, interpretar.
Interessante, não? A leitura é vista, nos dias de hoje, como algo monótono, chato e desinteressante. No entanto, ao olharmos as palavras a ela atribuídas somos levados a pensar não somente nas letras justapostas, mas ao conhecimento e, melhor ainda, à paixão. Paixão por conhecer, compreender, talvez… Ter como hábito a vontade de saber.
Pensando nessa perspectiva, o monótono, quem sabe, pode ser ficar no mundo, sem essa nova aventura que é a paixão que o conhecimento nos proporciona, os lugares que a compreensão nos leva! Desinteressante passa a ser o hábito de entrevar-se, ao contrário de entregar-se à paixão pelo saber…
E ao tomarmos o ato de ler como interpretação torna-se importante, também, ressaltar seu caráter individual – a nossa leitura do mundo, a visão das coisas que nos cercam, o nosso conhecimento construído a partir dos livros que lemos, as nossas memórias formadas com as palavras dos textos. E, talvez, o mais importante de tudo: os passeios possibilitados pelo conhecimento!
Quem sabe um dia possamos desenvolver o que Mário Quintana nomeou como A arte de ler, ao descrever o leitor que mais o fascinava. Nas palavras do poeta: “O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Nesse momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria”.
E vocês, não gostariam de arriscar?
liberdade

Dos eternos retornos

Acentua
Concorda
Pontua
Pontua
Concorda
Acentua

Respira
Remete
Recebe
Recomeça

E aí…
Acentuou?
Concordou?
Pontuou?
Terminou?

Suspira
Tudo outra vez
E sempre
E de novo

#acentua #pontua #concorda

#acentua
#pontua
#concorda

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