Palavras ao Vento

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Inspirações

Tem dias que vens, como brisa leve
Encantando palavras que habitam o mundo
Outros, nem espremendo o dicionário, esmurrando o verbo
Destrinchando o sentimento, apareces…
Poesia, esta estranha companhia, em madrugadas insones!

#madrugadasinsones

#madrugadasinsones

Conhecer caminhos (errados, errantes)

Conhecer caminhos
desenhados em um céu
que se move, cada dia
um pouco. Numa Terra
que se move, cada dia
um pouco. Num coração
que bate, cada dia
um pouco. Numa vida
que morre, cada dia
um tanto.

Conhecer caminhos
do céu, da Terra, do amor, da vida
no erro e no arremedo, cada dia
um pouco, um todo.
Como um tolo, que ri, cada dia
um pouco, por conhecer
caminhos tortos. Que levam
a nenhum lugar cada dia,
um pouco. No deleite de cada passo,
que erra e aprende e gosta
e chora, cada dia,
um tanto.

Conhecer caminhos
que movem, batem, morrem cada dia,
um pouco. Errar e remendar
cada passo, cada choro, cada dia
um pouco. Cada passo, um tanto.
Cada amor, um deleite, cada um
cada qual. Cadê a saudade, de um dia
que passou, doeu, morou,
de-mo-rou cada dia,
um pouco? Um adeus,
no silêncio, cada dia,
Sem tato, sem fato,
sem tanto.

Conhecer caminhos
desenhados em um céu.
Deliciar os momentos
de Lua e encantos.
Amor? Um adeus.
Saudades? Nem pouco, nem muito.
Só sempre.
Caminhos? Errados, constância.
Estrelas: mapas que movem
a noite, os caminhos, os amantes:
Desenhando o rumo
Errado? Errantes
Cada dia? Um pouco mais
F-E-L-I-Z

viagem diária
(imagem de http://www.macanudo.com.ar)

Nuvem

brisa
leva
a nuvem
de chuva
embora
que eu quero
ver a Lua

pensando_palavras_ao_vento_deixa

Rotina

A rotina que nos trucida, atropela…
A rotina esmaga pequenos acontecimentos
Devagarinho…

Mas um dia aprendemos que na rotina
Tudo acontece de novo
Mas diferente
E, desde então
A Cada dia, como rotina
Paro, olho, localizo,
Sus-pi-ro, num alívio estonteante…

Uma hora em um Estado,
Uma cidade, um aeroporto
Na pista para entrar no avião,
Já é noite
Aquela tensão no peito…
Onde estou?

Olho para o céu
Vênus num lado
Lua mais acima
Estou longe de casa
Mas já sei onde estou – e quando

Chego! Outro fuso, outro Estado
Outra cidade, outro aeroporto…
Desço do avião, olho para o céu
Sei que a Lua não está mais lá
Orion já se mostra!
Procuro Júpiter e Gêmeos,
Ainda é cedo para eles
Mas sei onde estarão, daqui a pouco

Olho para o céu para me localizar, todos os dias!
Rotina? Sim, das melhores…
Daquelas que viciam, trucidam
O tédio,
O banal,
A pequenez!
Vício em me encontrar diariamente
Nas belezas que a noite proporciona

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Observação do céu – Parte 5

Uma senhora chega com sua neta, de braços dados e apoiada em uma bengala. Ela observa a Lua atenta, esboça um sorriso, agradece.
– Que linda a lua né? Muito bonita mesmo. Eu acho muito bonito, o céu, a Lua, os planetas. Muito bom ver isso.
Chega uma outra moça, adolescente, apoia a mão esquerda no ombro da senhora.
– Eu tenho 88 anos. Peguei um avião até Cuiabá, mais esta estrada, tudo prá ver minha bisneta (a adolescente que chegou depois).
A menina abre um sorriso e diz: – tudo isso só para me ver! Eu adoro minha bisa! – E a senhora segue:
– Por esta menina eu faço tudo, até esta viagem! Só não sabia que eu ia conhecer a Lua de pertinho também! Eu tenho 88 anos e nunca tinha visto a Lua de perto.

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Foto de Alex Barbão

Observação do Céu – Parte 4

Cena 4
Um jovem casal se aproxima com seus filhos. O mais velho devia ter algo como 12 anos, o outro com 6-7 anos e um bebê de colo. Os meninos revezam-se tentando olhar a Lua, que teima em se esconder atrás de algumas nuvens. Riem, ficam felizes. Os pais observam, acham graça, interessante a ideia do projeto. Perguntam, escutam, fascinam-se… Fascinam-se eu disse? Com nossa explicação? Qual nada.
Quando a moça se aproxima do telescópio, dizendo que acha a Lua linda, mal sabia o que a esperava… Mais uma vez, nada se compara.
– Ela é linda – fala baixinho, prá si mesma, quase num sussurro – Nossa, eu não imaginava, ela é linda!
A moça segue afirmando, com um sorriso estonteante no rosto.
Vira para mim e diz: muito obrigada, nossa é linda, a Lua é muito linda.
Até agora acho que quem devia agradecer era eu…

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Foto de Alex Barbão

Observação do Céu – Parte 3

Cena 3
É geral, de Idosos de bengala (alguns com muita dificuldade de enxergar), a jovens, adultos e… Crianças!
Ah! As crianças… Os professores levantam uma por uma para que elas consigam ver no telescópio… Eu observava a cena… O professor pergunta:
– Conseguiu observar? Viu? E agora, conseguiu? – era difícil para quem segurava a criança, conseguir saber se já havia visualizado ou não. Criança no colo, concentração para deixá-la na melhor posição possível para ficar próximo ao telescópio, sem se apoiar, sem mexer em tudo, peso, suor, calor. Tudo pelo o que eu via a seguir:
Enquanto o professor segura a criança, o rosto dela fica sério, compenetrado. De repente, não mais do que de repente, se abre… Um grande, enorme, ILUMINADO sorriso.
Aquele encantamento que só quem já viu o céu pode ter… E eu dizia: sim, ela viu!
O professor coloca a criança no chão, e ela fica ao lado do telescópio, olhando Vênus no céu… Segue encantada.
– Gostaste do que viste?
– Sim tia! Muito! Quando eu for grande, vou pedir pro meu pai comprar um foguete prá mim! Eu vou dirigir foguete prá visitar o céu lá em cima. Vou visitar os planetas!
– Sério? Que legal! Vais visitar o planeta que viste hoje então?
– Sim! Vou abanar lá de cima, ver a Terra de longe e o planeta de pertinho…

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Fotografia de Alex Barbão, da observação do céu

Observação do Céu – Parte 2

Continuando a Série sobre a observação do Céu

Cena 2
Muita gente na praça, sentados, olhando para nós. Ninguém se aproxima.
– Vamos lá chamar o povo?
Timidamente chega um, outro, mais outro.
– O que estás vendo? – perguntam os professores
– A Lua? Ela tá na metade! – feição de espanto!
– Não, você está vendo o planeta Vênus! Ele também tem fases, como a Lua, como nós…
– É um planeta? Eu estou vendo um planeta? [mais espanto]
Segue o diálogo entre professores e aqueles que, por espanto, encanto ou interesse (ou tudo junto misturado) resolviam entender o visto.
Onde está o Sol? Onde está Vênus? O que o Sol está iluminando? Onde estamos nós? Entendeste o motivo de Vênus estar com metade iluminada apenas?
Mais olhares de espanto e felicidade! Nada se compara com o encantamento no olhar dos outros… Nada se compara!

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Observação do Céu

Esta semana vou postar um pouco de nossa experiência com aquilo que, neste ano, nos apaixonou e encantou… Cenas de uma noite de trabalho – trabalho??? Ternura pura! Destaquei alguns breves momentos do que considerei fantástico nesta vivência… A primeira: o nosso re-encantar 😉

Cena 1.
Montar equipamento, aprender onde cada pecinha se encaixa… Ainda tem Sol, mas bem devagarinho vai aparecendo o primeiro astro da noite: Vênus! Já sei onde aparece (nesta época – neste momento), já sei por onde esperá-lo…
Telescópios prontos, o professor já deixa tudo a postos. Nós, os professores que participaram do primeiro curso, observamos primeiro. Vemos Vênus – que está em sua fase minguante. Nos apaixonamos novamente… Tem como não amar tudo isso?
Fotografamos os momentos inciais, organização do material, sorrisos largos por estar novamente passando por esta experiência, pelas nuvens terem dado uma chance de nós conseguirmos ver tudo, pela rotação da Terra nos possibilitar ver o Sol, e também os planetas.

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Silêncio

Vem ver as estrelas
Curtir a Lua
Apreciar Saturno
Vem, mas devagarinho
E aí, o silêncio
faz sentido
Não há palavras suficientes
Para a beleza da noite
Em boa companhia…02

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