Palavras ao Vento

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Sem moral, nem bom costume

e cada vez
que eu me encontrar assim
de novo e de novo
descreverei meu gostar
com a entrega habitual
sem silêncio
sem moral
nem bom costume
Gosto e pronto

Sempre tenha contigo
que minha vontade de ti(go)
é detalhe salivado
em verso e palavra
enquanto tu existires no [meu] corpo
como aquele hematoma [que anseio e espero]
como lembrança do sorriso [que teimo em insistir]
como querer – só querer [repetição do desejo, de novo]

[existência tem fim]

#SobreExistir

#SobreExistir

Sobre o amor e outras falsas verdades

Naturaliza o silêncio
Os passos do rubor
Da palavra mal dita
Do suor sem vontade
Do sim sem verdade
Insosso cotidiano
Costumeiro, acostumado
Invade a vida, senta na cadeira
E fica ali, acumulando: pó
E quando sai, sacode
Em cinco linhas, sem frases, sem fala, nem coragem
Se espanta com o sorriso do alívio, do outro
Depois da tempestade

Ardor intenso no sábado à tarde
Fome eterna sem saciedade
Maldita? Pele, barba, sorriso
Arranha, ri, morde, goza
G A R G A L H A
E nos dias cinzas, colore a vida
E sabe suportar, em silêncio ou aos brados
Intempéries de tristeza e sanidade
Ou instantes de voraz alegria
Deleita-se com a feliz conquista, do outro
Só pelo outro ser o outro,
E, simultaneamente, nós
Tempestade.

Sobre o Amor
Insano e fugaz, eterno
Espinho e Adverso
Desordeiro
Querer

E tu? Sai ou Fica?

Sobre o amor e seus espinhos (Trecho de pintura de Olga Costa, artista plástica alemã, nacionalizada Mexicana. Atualmente em exposição no Instituto Tomi Ohtake/SP - Frida Kahlo - conexões mulheres surrealistas no México)

Sobre o amor e seus espinhos
(Trecho de pintura de Olga Costa, artista plástica alemã, nacionalizada Mexicana. Atualmente em exposição no Instituto Tomi Ohtake/SP – Frida Kahlo – conexões mulheres surrealistas no México)

[Vontade]

#Vontade

#Vontade

completando o vazio

https://pensandopalavrasaovento.com/2015/08/05/vazio

[Vazio]

#Vazio

#VaziaVontade

completando a vontade

https://pensandopalavrasaovento.com/2015/08/05/vontade

Esse babaca

Notas sobre olhar
sustenta
silenciosamente
sorrisos
sem
sentido
Notas sobre o silêncio
suspirar
sonoramente
soltando
saudades
sem
sentido
Notas sobre saudades
soturna
sensação
sentida
sem
sentido
Notas não aleatórias
[sobre a vida, o olhar, teu silêncio, minha saudade]
– Sem sentido?
– Com sentido não consentido. O coração, esse babaca.
Notas sobre o óbvio... (imagem de Ricardo Liniers)

Notas sobre o óbvio…
(imagem de Ricardo Liniers)

O que pensávamos ser

Cada verso meu tem sempre um endereço
na vontade de ver teu sorriso
na descoberta de tua sonoridade
nos dias em tua companhia
minhas palavras se fizeram poesia
a sincera intenção desse gostar distante
entristece em pequenezas egoístas
de quem já observava teu silêncio

Teus sorrisos, carinhos, sons, cheiros, vontades
que povoaram as palavras minhas [conversas nossas]
me trazem a certeza de que a felicidade reside
em nossa transparência de sentir e saber
que somos, exatamente, o que pensávamos ser

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Ideias Soltas X

#Monotonia #Insônia

#Monotonia
#Insônia

Faço verso, faço riso

Da dificuldade faço verso
Engasgo, prendo o grito
E choro, em silêncio
Atrás do poema

Da alegria faço verso
Sorrio, gargalho, espraio
Amor e voracidade
Atrás do poema

Do descaso faço riso
Dou de ombros e sigo
Meu caminho é da saudade
Imensidão que não cabe
Na falta de vontade

 

Meu caminho é saudade

Meu caminho é saudade

Conhecer caminhos (errados, errantes)

Conhecer caminhos
desenhados em um céu
que se move, cada dia
um pouco. Numa Terra
que se move, cada dia
um pouco. Num coração
que bate, cada dia
um pouco. Numa vida
que morre, cada dia
um tanto.

Conhecer caminhos
do céu, da Terra, do amor, da vida
no erro e no arremedo, cada dia
um pouco, um todo.
Como um tolo, que ri, cada dia
um pouco, por conhecer
caminhos tortos. Que levam
a nenhum lugar cada dia,
um pouco. No deleite de cada passo,
que erra e aprende e gosta
e chora, cada dia,
um tanto.

Conhecer caminhos
que movem, batem, morrem cada dia,
um pouco. Errar e remendar
cada passo, cada choro, cada dia
um pouco. Cada passo, um tanto.
Cada amor, um deleite, cada um
cada qual. Cadê a saudade, de um dia
que passou, doeu, morou,
de-mo-rou cada dia,
um pouco? Um adeus,
no silêncio, cada dia,
Sem tato, sem fato,
sem tanto.

Conhecer caminhos
desenhados em um céu.
Deliciar os momentos
de Lua e encantos.
Amor? Um adeus.
Saudades? Nem pouco, nem muito.
Só sempre.
Caminhos? Errados, constância.
Estrelas: mapas que movem
a noite, os caminhos, os amantes:
Desenhando o rumo
Errado? Errantes
Cada dia? Um pouco mais
F-E-L-I-Z

viagem diária
(imagem de http://www.macanudo.com.ar)

Das faltas de vontade (ou um amor de mau humor)

Vou me embora
Para longe dos olhos
Longe do coração
Pois o que se mede
Em tempo de viagem
Ou quilômetro rodado
Não é distância
Não é saudade
É falta de vontade

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