Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

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Aconteça,
Apenas

rua-18

Insis(desis)tências

Se minha loucura
não cabe tua na vida
fugaz momento, lúcida
refugo e sigo
voraz permanência, retorno
insana, existo, desisto, insisto
miro teus negros olhos
e afirmo:
O silêncio…
teu melhor som
tua mais cruel resposta.
#GritaOSilêncio #Silencitude

#GritaOSilêncio
#Silencitude

Notas não aleatórias

Notas não aleatórias:
Projeto aberto na tela, só sai poesia.
Invade, contamina, interrompe, [des]concentra
Concentra, concentra, concentra, Aninha… Desconcerta
E como quem não buscasse a resposta incessantemente
Me atropela: O que estamos a fazer de nós mesmos?

A imaginação

é um

abismo…

Dos abismos de nós

Dos abismos de nós

Sou Ana [até amanhã]

Habitam em mim várias em um mesmo corpo. Habitam sem disputar espaço, vivem numa deliciosa confusão, às vezes harmônica, às vezes na luta. Quase sempre amam a mesma pessoa, em momentos diferentes do dia e da noite… Todavia, quase sempre amam várias pessoas diferentes, nos mesmos momentos do dia e da noite…
O que as dilacera é essa crescente mania de todos em ditar o que, como e onde [mas nunca o porquê] dizer, vestir, sentar, pensar, viver. Dilacera, mas une… Ah! Essa inconformidade com as crescentes manias de um mundo que não tolera.
Mas há aquilo que é comum a cada habitante de mim… o amor: à arte, à fotografia, à escrita, à cultura, ao café, ao cafuné…
Há, também, o que me faça diferente em detalhes minúsculos e minuciosamente descalculados e desajustados… A tal da confusão.
Multiplicidades do ser, multiplicidade do estar…
Aninha, Anénha, Pequena, Little, Baixinha… Sou Ana das loucas, até amanhã, sou Ana! Depois, quem saberá?
Sou Ana copy
P.S.: Ah, sim: a tal da confusão, no auge dos embates, todas as minhas várias gostam de Chico Buarque. E acham que a vida faz mais sentindo quando escutamos suas músicas…

É chegada a hora

A noite se alonga linearmente, longínqua, em pensamentos díspares, confusos e entrecortados.

É no turbilhão de um imaginário, de pés em outros chãos possíveis, tangíveis ao viver… Querendo tanto…

Organiza a luta por ti!!! Agarra tua imensidão garota! Transforma-te no que tu és!

Rasga tua pele mansa e mostra tua força, refuga essa inércia!

Angustiante mania de rodar no mesmo lugar, de não expor tua sensível fragilidade, guardada na rispidez cotidiana…

(Confusa, confusa, confusa)

Desconfiada de ti, reverbera tua ansiedade, ecoando loucura!

Evoca a insana calmaria que tens guardada no fundo do teu ser: é hora!

#ÉChegadaAHora

#ÉChegadaAHora

 

Contramão

desatino
destino
insano
deixado
de lado
no inverso
do nexo
atropela
o óbvio
a verdade
que mata
trucida
ignora
o pobre
inexistente
na bolha
estúpida
da vida
furtacor

vomita
cristalina
gana
aversão
ao avesso
narcísico
vazio
de sentido
de razão
voraz razão
por pura
ojeriza
ao feio
e pobre
dispensável
em tua bolha
vida
furtacor

instala
o golpe
aplaudindo
aos brados
achando
bonito
apanhar
enquanto
no fundo
(bem no fundo)
pensas (pensas?)
que bates.

Golpe. Duro golpe.
Surrupiado aos urros
enquanto gritas gol
colore livros
ri da piada
e te acha oposição
seja esmagado quieto…
pois achas que o inimigo
tem 16 e anda de pé sujo
tem cor, cheiro, e nenhum status,
gene podre, pouco mérito
não batalhou
luta e vocifera contra o menor
e deixa instalar o golpe
permite te colocar a coleira
te prender ao pé da mesa
te amansar feito o que és.
SUBMISSO
às verdades inventadas
às insanidades geridas
às demandas ignoradas
deixa-te aprisionar
aplaude teu algoz
pensando ser salvador.
abandona tua voz
teu pensar
teu caminho
larga o país
no rumo do abismo

Eu sigo na contramão
[e espero não estar sozinha]

#Contramão #Golpe

#Contramão
#Golpe

Em tempo: Ser humano?

O que choca não é a mordida de um cão estressado, em meio aos helicópteros, tiros, bombas, gritos, em meio a uma cena de guerra.

O que desestabiliza e nos põe às lágrimas não são depoimentos isolados narrando um tempo de dedicação a um ideal, a um país, a um estado, aos filhos daqueles que batem (e dos que mandam bater).

O que indigna não é o descaso por um futuro e presentes trucidados, por cortes orçamentários de uma vida de trabalho.

O ultrajante não é a falta de vergonha de quem senta em confortáveis cadeiras, votando contra quem os colocou lá naqueles espaços.

O que estarrece não é pagar para ser roubado, para apanhar, para não comer, para adoecer e não ser educado.

O que sangra a alma não é ver navios afundando com gente dentro, por falta de vontade de deixar viver em solo pátrio (ou por medo de multas e prisões se salvarem a “gente” que está dentro).

O que dilacera não é ignorar a agressão a pobres, negros, índios, mulheres, crianças, gays (só por serem pobres, negros, índios, mulheres, crianças, gays) e celebrar mundialmente a escolha do nome real.

A violência está em ver que há conivência pela crença de que isto é um regime democrático, com a liberdade de falas (de todos). A violência é a crença de que existe binarismos simples, existe imparcialidade de comunicação e não somos todos, ao fim e ao cabo, submissos a uma vida que se passa no sofá assistindo à televisão domingo à noite, esperando a segunda-feira começar para o mais do mesmo.

O que choca, desestabiliza, indigna, ultraja, estarrece, violenta, dilacera a carne, a moral, a vida é saber que isso nada mais é do que ser humano.

O que me move é que não sinto isso sozinha e ao nadar contra essa correnteza de ódio e descaso, vejo outros comigo.

#SerHumano #Oque

#SerHumano
#Oque

(todas as imagens foram retiradas da internet)

Sobre a dona dos escritos

Quem a vê sentada observando, o que pensa?
Ela gosta de detalhes… Atenta-se a cada um deles
Como quem devora um sorvete de baunilha delicioso
(Mas ela não gosta de sorvete de baunilha…)
Do que ela gosta? O que saboreia? E como? O que a satisfaz?
Descrever os detalhes demoradamente, com um sorriso safado no rosto,
Como chega? Caminha? Sorri? Olha? Aproxima? (Sorriu de novo?) Toca? Beija? Vai embora?
Ela para e relembra o que viu, sentiu, gostou, gozou, amou, espreguiçou, gargalhou, cansou.
(e se desorienta de novo e de novo e de novo). E escreve…
Um punhado de bom humor, tantinho de encantamento e de boas palavras.
Encadeadas, lidas, relidas, pensadas. E agora? Para. Para e lê.
Para e lê em voz alta. Pensa, pensa, pensa.
Volta, lê novamente, enquanto relembra as cenas, as ideias, as vontades
Essa moça parece (in)segura, talvez para quem olhe de fora, pareça um pouco boba até
Escrevendo poesias e poesias, “seria isso um risco? Seria uma exposição sem sentido?”.
E lá faz sentido guardar tudo isso dentro de ti, menina? Medo de quê?
Ah! Sim, ela nunca sabe o que pensam ou sentem sobre os escritos…
Ou, melhor, sobre quem fez os escritos. Nunca se sabe menina! Nunca se sabe…
No fundo talvez nem interesse. Se o sentir vem e gosta de repousar nas palavras: escreva!
Se por amor, paixão, tesão, cansaço ou vontade de repetição, não importa: escreva!
De qualquer modo, fingindo segurança, ela sempre remete (toda a vez) as palavras ao dono dos detalhes.
Não ao dono dos escritos. Ela gosta de pensar que é dona dos escritos (mas sabe que não é bem assim)
Ela é dona, sim, das próprias vontades… Vontades? Muitas, múltiplas, esperando, cada uma, seu escrito!
Vontade: do sabor, dos momentos, da saliva, dos beijos, do olhar, daquele braço forte, daquela gordurinha lateral, do cafuné (des)pretensioso, do carinho intencional, do suor, da tensão, da intenção de gostar, do sorriso.

Do sorriso? Não, não! Do sorriso não.
Do sorriso ela não é dona da vontade. Todo o resto ela disfarça.
Mas o sorriso? Ah! Esse ela só se entrega. Toda a vez. Sempre começa no sorriso.

Essa menina... A dona das vontades

Essa menina…
A dona das vontades

#Vadio

Vontade
Absurda
Daquelas
Ideias
Obvias
#Acróstico

#Acróstico

Exaustão

O dia em que te procurei
com amor, por amor…
Disseste: não existe mais tal sensação.
Estou sem amor, vazio.

Então,
Foi
Sem amor
Só suor
Simples
Puro
Indecente
Sincero
Suor

Sem amor,
Somente
sincero
suor
Até a exaustão
(Poesia feita em parceria com Phill-it – http://www.facebook.com/phillitnow)

#AtéaExaustão #EuQueroSempreMais

#AtéaExaustão
#EuQueroSempreMais

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