Palavras ao Vento

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Ciranda #ocupaescola

Eles querem é te incluir na roda
fazer a ciranda girar e girar
cantar enquanto te param na rua
estancam tua vida por horas e horas
param tudo o que faz a rotina rodar [parada]

PARA TUDO e vai com eles rodar
S E M P A R A R

Eles querem é te incluir na roda
sentam na avenida, organizam a pauta
habitam a rua, remontam a vida
que deixamos passar
que esquecemos lá atrás!
Te liberta dessa mesmice
Te permite fazer parte da roda
que essa rua também é tua
e ela estanca é para continuar
Te permite aprender
Eles querem nos incluir…
OCUPAM e nos ensinam:
Como é que se apanha e segue na luta
Como é que se para uma cidade
Sentando na avenida
dormindo no chão
Chorando no ar da pimenta
Enfrentando batalhão

Reorganização? SIM:
do nosso parco
cotidiano
que todo dia
faz tudo sempre igual
estanca
esmaga
esmorece
não
permite
respirar!

#ocupaescola
E nos ensina: a viver

Foto retirada de: http://goo.gl/Xn0eOi

Foto retirada de:
http://goo.gl/Xn0eOi

Foto retirada de: http://goo.gl/uWxE98

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http://goo.gl/uWxE98

É chegada a hora

A noite se alonga linearmente, longínqua, em pensamentos díspares, confusos e entrecortados.

É no turbilhão de um imaginário, de pés em outros chãos possíveis, tangíveis ao viver… Querendo tanto…

Organiza a luta por ti!!! Agarra tua imensidão garota! Transforma-te no que tu és!

Rasga tua pele mansa e mostra tua força, refuga essa inércia!

Angustiante mania de rodar no mesmo lugar, de não expor tua sensível fragilidade, guardada na rispidez cotidiana…

(Confusa, confusa, confusa)

Desconfiada de ti, reverbera tua ansiedade, ecoando loucura!

Evoca a insana calmaria que tens guardada no fundo do teu ser: é hora!

#ÉChegadaAHora

#ÉChegadaAHora

 

Contramão

desatino
destino
insano
deixado
de lado
no inverso
do nexo
atropela
o óbvio
a verdade
que mata
trucida
ignora
o pobre
inexistente
na bolha
estúpida
da vida
furtacor

vomita
cristalina
gana
aversão
ao avesso
narcísico
vazio
de sentido
de razão
voraz razão
por pura
ojeriza
ao feio
e pobre
dispensável
em tua bolha
vida
furtacor

instala
o golpe
aplaudindo
aos brados
achando
bonito
apanhar
enquanto
no fundo
(bem no fundo)
pensas (pensas?)
que bates.

Golpe. Duro golpe.
Surrupiado aos urros
enquanto gritas gol
colore livros
ri da piada
e te acha oposição
seja esmagado quieto…
pois achas que o inimigo
tem 16 e anda de pé sujo
tem cor, cheiro, e nenhum status,
gene podre, pouco mérito
não batalhou
luta e vocifera contra o menor
e deixa instalar o golpe
permite te colocar a coleira
te prender ao pé da mesa
te amansar feito o que és.
SUBMISSO
às verdades inventadas
às insanidades geridas
às demandas ignoradas
deixa-te aprisionar
aplaude teu algoz
pensando ser salvador.
abandona tua voz
teu pensar
teu caminho
larga o país
no rumo do abismo

Eu sigo na contramão
[e espero não estar sozinha]

#Contramão #Golpe

#Contramão
#Golpe

Das culpas de ser mulher

Choro por mim, por todos
Que pensam, falam, apontam
Na rua, na vida, na casa
Na rotina: modos de ser
Que culpam, diminuem, invalidam
Sujeitam a mim, a todas
A vestir isso, comer aquilo
Comportar assim, falar assado
Pois és menina, és mulher
Cor-de-rosa, comportada, delicada
Dedicada, é para casar…
Pois lava, passa, limpa, cuida
Ama, apanha, desgosta e cala

És menina? És mulher?
Pois então, desveste a pele
Da culpa, da rotina, da violência

Viva!
Abra e feche
O coração, as pernas, a razão
Quando lhe convier, quando amar, ou quiser
Vive e condene à culpa aos culpados
Liberta, e vive!

E trucida, dilacera, destroça
Com toda a elegância, delicadeza
Garra, fome e vontade
Que só uma mulher
Que anda, por onde quer
Que veste e sabe que é seu direito
Que submete a vontade
Somente a si mesma
Que pensa, diz, grita, ri
GAR-GA-LHA (alto)
É capaz.

Viva e seja feliz!

*Não há como calar frente às pesquisas divulgadas hoje sobre a culpabilização da mulher pelo estupro cotidiano e a permissividade da violência doméstica e sua possibilidade de justificativa em relação ao comportamento do homem. Não há como calar, no peito, nas vísceras… por isso, escrevo ‘esbravejadamente’, numa rabugice sem tamanho, nem vergonha… Não leu nada a respeito? Quer saber mais? Veja nas reportagens (aqui e aqui) o que foi constatado sobre como pensam homens e mulheres sobre estupro, violência doméstica e outras sandices. Veja também este blog que comenta brilhantemente o tema.*

(Quem sou? Essas aí, abaixo. Uma, mil, cada dia uma e nenhuma. Mulher: que pensa, ri, grita, chora, gargalha -e alto. Em uma montagem ego-trip da série: “vivo as inconformidades da vida, mas feliz por isso”)

Ana

 

update: entrando na campanha #eunãomereçoserestuprada

Captura de Tela 2014-03-28 às 19.46.35

Hoje é dia de luta…

“en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas”

(Leminski, melhores poemas, p.60)

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