Palavras ao Vento

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Não entre, Perigo…

As tais opções diárias
entre o mundo e a vida
o silêncio e a fala
a vontade e o nada
o perigo espreita

respira
(inspira, pira)
sem expectativa
participa
sendo expectador
não arrisca em uma via
silencia

Não entre, Perigo
deixe quieto o menino
que vive no mundo
tem receio de amarras
e foge do sentir
deixe seguro e intocado
bloqueia a vida, Perigo
o riso, o gozo, a vontade
vontade de anseio – sim
vontade também do livre estar
deixe descobrir que amar não é prender
nem solidão, libertar

Sampajan-7

Sobre carinho, pedaços de mim e suor…

Meu carinho
Vem provido
De mãos
Boca
Língua
E todos
Os meus
Pedacinhos
Que possam
Te interessar

E aguardo
que teu
interesse
Resulte em
Suspiros
Ofegantes
E suor
Sem pudor
Com ardor

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A tal da graça (taquigrafias)

Estenografia:
categoria
de ortografia
com fina sintonia
sem analogia
com mercadoria
ou melancolia

Verborragia:
categoria
de galantaria
sem hipocrisia
nem desarmonia
uma teimosia
na caligrafia

Poesia:
categoria
de calmaria
todo o dia
de ventania
uma euforia
com ousadia

E você sabia
que eu comporia
como cortesia
sem assepsia
nem metodologia
por pura mania
de querer tua companhia?

"Taquigráfica: que engraçado" Não foram só três palavras, precisavas de mais do que isso ;)

“Taquigráfica: que engraçado”
Não foram só três palavras, precisavas de mais do que isso 😉

Ideias Soltas III (Dos encantamentos e suas possibilidades)

Os encantamentos podem ser voláteis ou perenes.
O que muda? A compreensão e as condições de suas possibilidades 😉

Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado (Foto: Ricardo Beliel)

Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado (Foto: Ricardo Beliel)

“Eu não ando atrás de ninguém” – Lélia Salgado
http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2014/03/eu-nao-ando-atras-de-ninguem-afirma-mulher-de-sebastiao-salgado.html

Honra e Sorte: de quem?

“Será uma honra”

Honra é conhecer gente
Por acaso, ou pura futilidade
E perceber o que não é óbvio
Simplicidade que faz viajar
O pensamento, que vai
Longe, longe… e quando volta,
Traz um mundo
Tur-bi-lhão de ideias
Movimento de vida

Sorte é saber quem sou
E dar-se conta que meu turbilhão
É do encontro
(aquele, do acaso ou futilidade)
Sorte é saber que isso sou eu
Sem alterar o ego teu 😉

 

Eu, eu mesma e eu de novo #egotrip #sorte&honra

Eu, eu mesma e eu de novo
#egotrip
#sorte&honra

Diálogos (das faltas de ortografia e sabedoria)

– O que eu quero? Que tu sumas, pois não sinto mais nem tua ausência…

– Logo eu! Teu sempre e mais inútil de todos? Ah! Mas isso não é poesia!

– Ué, como não? Veio do fundo da alma, reverberando pura insuficiência

– De amor?

– Não… De pudor, suor, furor… Ou pura falta de ortografia e sabedoria.

 

(Para meio e desprezível entendedor, uma poesia, de diálogo “quase” inventado…
A última de uma leva: não mais pessa, nem fassa promeça…)

#beijonãomeliga  (Sem amor: eu)

#beijonãomeliga
(Sem amor: eu)

Andam dizendo por aí…

Andam dizendo por aí:
Tu amas o amor
E amas amar
com intensidade

Eu diria mais
O intenso não me cabe
E quando a felicidade invade
Solto palavras ao vento

Eu diria ainda
Nem amor nem palavra estão no mundo para aquietar
Se gritamos tristeza para que nos encontrem e acalentem
Qual o motivo de não bradar o que transborda de encanto?

Andam dizendo por aí…
Não sei o que amas
A pessoa, a vontade de amar o amor
Ou a confusão gerada em tuas palavras

Eu finalizaria assim:
O amor é brega e intenso
de que vale a vida sem nunca abusar
Do amor com vontade,
Da confusão com encanto,
Dos ímpetos do coração?

O bom senso é companheiro sensato
Mas não ajuda a escrever poesia.

Inspirado no dito:
“Afirmava-me não ser difícil percorrermos um texto, apreendendo a essência e largando o pormenor. Isso me desagradava. São as minúcias que me prendem, fixo-me nelas, utilizo insignificâncias na demorada construção das minhas histórias. Aquele entendimento rápido, afeito a saltos vertiginosos e complicadas viagens, contrastava com as minhas pequeninas habilidades que pezunhavam longas horas na redação de um período. Julguei Sérgio isento de emoção, e isto me aterrou. Comovo-me em excesso, por natureza, e por ofício, acho medonho alguém viver sem paixões.” (Graciliano Ramos – memórias do cárcere).

Sorte na poesia

– Eu não tenho sorte no amor
Por isso, escrevo…
– Eu nem sei se tenho sorte ou não
Por isso, escrevo…

Sorte
De versos, de letras
Jogados no papel
Despejados
Por um gostar
Em um jogo
Fora de tempo
De espaço, de prumo
Em um jogo de amar
Com azar

Amor
Nem sei se tenho
A escrita? Essa sim
Com sorte, ou não
Escrevo…

Segunda poesia produzida em conjunto com Phill Souza (http://www.facebook.com/phillitnow). Diálogos em noites insones! 🙂
Ótima parceria para bons escritos.

Da série: Eu não tenho sorte no amor, por isso escrevo...

Da série: Eu não tenho sorte no amor, por isso escrevo…

Sobre as devoluções…

Me falaram:
– Devolve aquela Ana que ficou lá atrás. O que aconteceu com ela?

Aquela Ana? O que precisaria para ter ela de volta?
Devolver 20 kg de cesura, trabalho árduo, ansiedade.
Devolver amargor das palavras sufocadas, engolidas, sofridas.
Devolver o silêncio e a falta de comunicação.
Devolver o estudo intenso, sem consideração.
Devolver a falta de alegria, um tempo sem paixão.
Devolver o torpor de dias cansados.

Não, (meu) mundo é outro.
Não (me) aceito devolução.
Lembro bem desta Ana,
Até gosto dela…
Faz-me recordar sempre
Que o mundo é outro,
Que o tempo, passa.
As vezes triste, as vezes não
E o caminho é difícil
Mas sempre (sempre!) nosso.

Não, não aceito (minha) devolução
Sei que parece loucura
Esta pouca ternura
Esta contínua indecisão
Sei que parece bobagem
Esta neura de viagem
Esta eterna confusão
Mas prefiro eu, assim
Pura, plena, leve, solta
Múltipla e vivendo um grande amor
(o meu, comigo mesma)

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Inacreditável o quadrinho, parece que, hoje, foi feito sob encomenda… 😉
(imagem de http://10paezinhos.blog.uol.com.br)

Para tua amizade

Sim, ainda vou encontrar
Um outro sorriso
Que inspire a escrita
Respire com vontade
Minha próxima palavra
Enquanto isso
Escrevo minha saudade
A lembrança do teu sorriso
A sincera amizade

O que se faz presente
No verso, na letra, no poema
Não narra tua pessoa
Mas detalha o meu ser
Aponta pensamentos
Que escapam devagarinho
Em cada entrelinha

Se te amo, exponho, declaro
Não é como quem acorda
Numa segunda-feira cedinho
Na ressaca de um enfadonho domingo
É como quem desperta no chuvoso sábado
E sabe que pode virar para um lado, para o outro
E curtir o sentimento de que há mais a curtir
Curtir o próprio sentimento preguiçoso, de saber
Que é, simplesmente, sábado.

Só os aborrecidos amam como segunda-feira cinzenta
Se eu te amo, exponho e declaro
É por amar o sentimento de amar, inspirar e escrever
Se a saudade existe – e em mim é sempre residente
Respiro, habito palavras, vomito versos
Por enquanto, para teu sorriso
E sempre, para tua amizade 😉

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