Notas não aleatórias

[o acaso da vida existe, a aleatoriedade da escrita: jamais!]

Arquivo para a tag “Sorriso”

Inércia impermanente

O surpreendente é o encontro com o silêncio, palavras intermitentes, ideias presentes no olhar que, perdido, esconde a si mesmo. Ou tenta.
Um ranzinza trejeito de praguejar o que te encanta, como se o encantamento, em si, fosse pouco, fosse fraqueza, de um descaso com algo maior que sentes, queres ou procuras significar. Ranzinza rabugice que esmiúça e demonstra o encantar recíproco.
Ruptura apegada à manutenção de um porte de face sisuda, ideia compenetrada, análise constante. O que tua voz anula em falas entrecortadas, teu olhar e sorriso denunciam. A suavidade é ser sério pensamento, implicante vontade, timidez volátil, silêncio presente, ânsia (permanente).
Tu, o tempo todo, inércia de mudar, estável ponto de ancoragem, irreverente bagunça exterior, num calmo frenesi que encara o mundo em tempo dedicado, atenta escuta do arredor.
Aquilo que te escapa: tu. Impermanência de ser, um espaço de habitar.
por do sol

[impermanência]

A simplicidade da menina

A simplicidade, meu caro, nunca foi o que a regeu. Ela sempre buscou aquilo que a encanta, o que arranca a risada mais espontânea e inesperada. Risada esta que reaparece, dias depois, suavemente (naqueles momentos despretensiosos, em que estás caminhando na rua? Sabe como é?).
Só que os encantamentos – dizia ela – são múltiplos e estão espalhados por aí no mundo. Sorriso? Era seu primeiro olhar, o que a fazia parar tudo e prestar atenção com um foco raro (quando a chamam de distraída é por nunca terem visto essa menina observando um sorriso).

Um jeito vadio (ela adora o som dessa palavra: v.a.d.i.o. dita pausadamente, com um sorriso estampado nos lábios), uma conversa boba (mas sincera), elogios estranhos e inesperados
– Nada de chamar de linda!!! Isso é fácil – dizia ela…
Mas: narrar a curva que a costela faz quando ela se deita?
Encantar-se com a implicância de seus pensamentos e devaneios?
Aguardar as palavras narradas à exaustão?
Falar da elegância do vestido e coturnos ao ir na padaria?
Ou, ainda, ressaltar o quanto decotes são comuns: “mas essa tua panturrilha, com esse coturno? Foi a primeira coisa que vi…”?
Um jeito que faz a menina se perder: no sorriso, na pele, na vontade, no diálogo, na mordida, na saliva, no silêncio, no olhar, no cafuné, na barba, no sorriso de novo: prazer, suor, câimbra, gargalhadas, suspiro.
Se encanta por vários, ama-os muito, quer um pouco de cada um
Como se fosse possível misturar cada pedacinho dos amores e prazeres num potinho
(e ela sempre acrescentava pedidos por peles mais rabiscadas – um deleite à parte)
Ela se perde: toda vez.

O problema?
Essa difícil mania da menina…
Ela amava demais, e não tinha medo de declarar o amor. Mas apaixonar?
Só por aquele que ela não compreende, aquela ânsia pelo desafio
E ela seguia sem compreender [portanto]
A simplicidade, meu caro, nunca foi o que a regeu…

eu-12

Tua sede, minha sanidade

Teu sorriso faz encanto
Tua fome é desejo
Tua saliva causa sede
Tua barba é deleite
Teu beijo é vontade

Em quem?

Tua fuga
Teu acaso
tua respiração

[minha (in)sanidade
suspira teu sorriso]

Teu silêncio
Teu melhor som
minha melhor resposta

8 copy

Sobre lembranças fugazes, sobre minha sanidade, sobre tua pele

Não vou falar

Não vou falar da falta que faz os detalhes do menino
Nesse dia a dia que passa
Sem o som da voz
A risada de deboche
A provocação política
O cafuné suave

Não vou falar da falta que faz
A conversa distraída
O beijo – ah… Pois.
(que não encontrei adjetivo suficiente)
o ar descontraído em meio ao turbilhão que anda a vida

Não vou falar sobre a falta que faz tua pele, tua língua, tua barba, teu sabor.
Não vou falar sobre a falta que faz teu abraço, tua voz, teu sorriso, teu suor.
Não vou falar sobre a falta de substrato pra minha poesia.

Não
Vou
Falar
Sobre
O
Que
É
Saudade

pensando_palavras_ao_vento_das_racionalidades_simples

#nãovoufalar

Sorrir

Tem dia que começa com um bom dia
e é um desastre
Tem dia que tu falas mais que precisa
E termina sem saber o quê faz
Tem dia que só acaba
na hora que o outro dia acaba

E tu
S
O
R
R
I
S
: )

9 copy

sorrir

Insana mania

Ela gosta é de saborear o que observa, perceber no trivial do instante
aqueles segundos antes do sorriso se expressar
quando emerge no rapaz a vontade de provocar
Dos embates políticos e sociais, inomeáveis personagens inúteis
Preferiram as gargalhadas pela bobagem e delicioso confronto de ideais
Enquanto ela admira a qualidade do tempo sendo usado a toa,
Mira (de novo) o sorriso da vadiagem sincera
Para, depois, descrever o detalhe
sutil minúcia do rapaz
que lhe furta o ar por um ou dois momentos…
e a faz sorrir, sozinha, no meio da rua

[Insana mania]

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o tempo da vadiagem sincera…

Sem rima, com poesia

Minha pele sente
teu sorriso se aproximando
tua respiração pertinho
até os dentes cravarem
fundo.

quem disse que essa poesia
precisa de rima?

Peles e dentes já tem sua própria cadência de ritmos e alegrias…#AtéaExaustão #EuQueroSempreMais

Histórias sem fim

O menino

&

A menina

Tem a manhã que inicia preguiçosa
Tem o dia que passa correndo
As vezes fala e não consegue ver
As vezes a observa em silêncio

Ah, conhece e declara o que a agrada
(e não há pudor ou embaraço no dizer)
Por isso, quando o dia é de conquista
joga com o que permite ganhar um tímido sorriso

Nomeia afinidades sem igual
Alguns momentos a paciência acaba
Outros, a perplexidade cala
Ironiza desencontros, e sorri.

planeja, organiza, organiza, organiza
e se perde, sempre, é na fala
Essa ansiedade que a habita
enquanto devaneia em seu sorriso.

Histórias sem fim
Estórias enfim

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Ela sempre se perde… [ou dos diálogos inventados…]

Não adianta sorrir, meu bem
Sou imune ao teu sorriso
Que faz meu sorriso
Sorrir também

Tampouco adianta sorrir, meu bem.
Sou incapaz de ceder ao teu sorriso
Com a alegria de meu sorriso
Ao te ver sorrir tão bem…

Não adianta sorrir, meu bem…
Com essa cara de sábado preguiçoso
E vontade de nada fazer, sorrindo
Que eu to indo aí te ver…

– Mas não eras imune ao sorriso? Incapaz de ceder?
– Cala boca e não enche o saco! Meu sorriso, minhas vontades…
Eu vou.

Ela sempre se perde no sorriso do menino…

#ElaSempreSePerde

#ElaSempreSePerde

Esse babaca

Notas sobre olhar
sustenta
silenciosamente
sorrisos
sem
sentido
Notas sobre o silêncio
suspirar
sonoramente
soltando
saudades
sem
sentido
Notas sobre saudades
soturna
sensação
sentida
sem
sentido
Notas não aleatórias
[sobre a vida, o olhar, teu silêncio, minha saudade]
– Sem sentido?
– Com sentido não consentido. O coração, esse babaca.
Notas sobre o óbvio... (imagem de Ricardo Liniers)

Notas sobre o óbvio…
(imagem de Ricardo Liniers)

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